Talvez o que a gente mais tenha aprendido nestes 20 anos é
que não existe transformar o outro sem se transformar também .
Queremos que mais pessoas conheçam nossas unidades. Mas não
como uma visita e, sim, como uma chance de descobrirem que existe vida além dos
portões dos condomínios fechados. E que ser pobre não é sinônimo de ser
bandido.
Não acreditamos em heróis dos filmes de ação. Apenas
naqueles que surgem da vida real.
Queremos transformar não só o ex-traficante em cidadão, mas
também os homens de negócio em homens de seu tempo, interessados em saber a
quantas anda o mundo ao seu redor.
Queremos que o morador da favela desça com a cabeça erguida e que o morador do
asfalto suba com uma mente aberta.
Somos contra a ideia de que salvamos a vida apenas daquele
que está em situação de risco.
Acreditamos que viver
em uma redoma de vidro também é uma situação de risco. Risco de uma vida
centrada apenas na performance pessoal.
O AfroReggae não nasceu na favela. Veio do asfalto . Nasceu
da historia de pessoas que se interessaram pela história de outras pessoas. E é
isso que vamos continuar fazendo. No
mínimo pelos próximos 20 anos.
Quando você se interessa pelo outro, você tende a se tornar
uma melhor versão de si mesmo.
“José Júnior, na ocasião dos 20 anos da ONG AfroReggae.”


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